Sobre nós

Gabriel Aleksandravicius


Em 2017 eu estava no último ano do ensino médio e não tinha ideia do que queria fazer. A única coisa que eu sabia é que gostava de entender como as coisas funcionavam e que deveria escolher algum curso nesse sentido, porém tinha um problema: se eu fizesse física, deixaria de estudar química e biologia. Se fizesse biologia, não estudaria mais física nem química (pelo menos não com a profundidade que eu queria). Se eu fizesse química... bem, eu não gostava tanto assim de química, então já não queria ela mesmo. Fiquei nessa encruzilhada até maio, quando meu colégio participou de um evento chamado Conhecendo a UFRJ, que orienta estudantes do ensino médio sobre cursos e possibilidades dentro da Universidade. No dia do evento assisti a palestras de diversos cursos: das engenharias, psicologia, economia, arquitetura... nenhuma me cativou muito. Procurando no panfleto pela próxima palestra que eu iria assistir, uma delas me chamou atenção: nanotecnologia. Nome curioso, coisa de filme de ficção científica. Decidi que iria nela. Ótima escolha, Gabriel do passado! Foi ali que descobri que existia um curso com toda a interdisciplinaridade que eu buscava. Chegando em casa fui pesquisar mais sobre a área e, conforme eu lia, mais eu tinha certeza de que tinha encontrado o que queria fazer. O tempo passou, fiz o ENEM, entrei para o curso e, bem, aqui estamos.

Eu tive sorte de estar no lugar e hora certos, mas quantas pessoas será que não perderam uma oportunidade semelhante? A divulgação da nanotecnologia no Brasil é escassa e, para colaborar nesse aspecto, o Nanoverse nasceu. Uma outra paixão minha é por desenvolvimento de software, portanto uni isso com o desejo de espalhar a palavra da nano! O compromisso do site é propagar o conhecimento nanocientífico de forma precisa para o grande público. Para isso, você vai encontrar aqui entrevistas, notícias, artigos e muito mais conteúdo escrito em linguagem acessível.

Atualmente estudo Nanotecnologia na UFRJ. Também sou gerente de Aviônica no Grupo de Pesquisas Aeroespaciais Minerva Rockets, onde trabalho na elaboração do hardware e software da eletrônica embarcada de foguetes de propulsão sólida e híbrida. Faço iniciação científica no LPS (Laboratório de Processamento de Sinais), da UFRJ, onde trabalho como desenvolvedor de software para o experimento ATLAS, do CERN. Quando não estou envolvido com engenharia e ciência gosto de tocar bateria e treinar malabares.

Minhas redes sociais estão disponíveis no rodapé da página. Você também pode me contatar por email: gabriel.aleks@nano.ufrj.br

Felipe Picard


Minha história com a nano teve início no segundo ano do ensino médio, mas o caminho até esse lá começou muito antes... mesmo sem eu saber. Desde pequeno eu gostava de fazer pequenos projetos por hobby. Comecei fazendo barquinhos com caixas de leite vazias e aos poucos fui progredindo para projetos mais ambiciosos. Aos 14 ou 15 anos, meu pai me deu um livro sobre engenhocas mecânicas e como empregá-las em seus próprios projetos. Um dos capítulos do livro era sobre eletrônica e Arduinos. Um mundo de possibilidades surgiu, e daí para frente meus barquinhos de sucata podiam se locomover e acender luzes! Grande avanço!

O tempo passou e quando eu estava no segundo ano do ensino médio, em 2016, estava pensando em um projeto que precisava de uma bateria pequena, que carregasse rapidamente e que pudesse manter meu aparelho ligado por algumas horas. Foi quando me deparei com dispositivos chamados supercapacitores: componentes capazes de armazenar muito mais carga que capacitores comuns, podendo ser usados como baterias. A opção ideal para meu projeto! Um material muito comum nesses supercapacitores era nada mais nada menos que grafeno, um dos nanomateriais mais conhecidos e interessantes (para mim, pelo menos...). Decidi pesquisar mais sobre nanomateriais e nanotecnologia, e a cada novo aprendizado ficava mais empolgado com a área. Descobri então que a UFRJ oferecia um curso de nanotecnologia com uma grade muito interdisciplinar, então apliquei para o curso e o resto é história.

Embora o grafeno tenha aberto as portas do universo da nanotecnologia para mim, atualmente me interesso mais pelas aplicações da nano na área biológica, em especial nos domínios da engenharia genética e neurociência. Também me interesso por inteligência artificial e programação em geral, então gosto de pensar em aplicações onde posso integrar meus interesses. Atualmente estou cursando a graduação de nanotecnologia na UFRJ, mas além disso faço iniciação científica no Laboratório de Micro e Nanotecnologia de Farmanguinhos (Fiocruz), onde estudo o impacto da mudança da estrutura cristalina de um fármaco usado no tratamento da AIDS em sua solubilidade e taxa de dissolução e participo do grupo de software da equipe UFRJ Nautilus, que fabrica veículos submarinos autônomos. Por fim, ainda faço meus projetos por hobby, mas em uma frequência menor do que quando era pequeno. Também gosto de praticar esportes e estudar/tocar música no meu tempo livre.

Você pode me encontrar no LinkedIn, Instagram e GitHub. Sinta-se livre para me contatar por email também: felipe.picard@nano.ufrj.br